Porquê conhecer o xamanismo hoje?

O xamanismo é um sistema de cura e autoconhecimento ancestral, presente em praticamente todas as culturas milenares, ganhando por isso as mais diversas características, modos de expressão e linhagens com o passar dos tempos. 

Com o advento do racionalismo, após um longo período de Idade Média, as práticas xamânicas foram perdendo terreno e inclusive perseguidas e rotuladas de modo geral como "paganismo"; permanecendo somente em culturas ainda integradas a uma visão de mundo chamada de arcaica pelos estudiosos. 

A partir do fim dos anos 1960 começa a emergir uma espécie de neo-xamanismo devido a necessidade do ser humano compreender aspectos psíquicos, subjetivos, e imateriais de si mesmo. Nas décadas posteriores foram surgindo e/ou ressurgindo as mais variadas tendências desta arte/ciência/medicina até então adormecida na civilização contemporânea. 

Kaká Werá vivenciou esta sabedoria entre os povos guarani, krahô, kariri, xavante no Brasil e algonken, hopi, tolteca e outros fora do Brasil a partir de meados dos anos 1980. Além disso durante uma década de sua vida se pôs a estudar e pesquisar a sabedoria tupi, que gerou três livros sobre o tema. Tornou-se estudioso e educador. Ao longo de mais de 25 anos vem trabalhando em instituições como a Unipaz (Universidade Holística da Paz) e a Fundação Peirópolis de Educação em Valores Humanos. Fundou uma organização social reconhecida e premiada mundialmente, o Instituto Arapoty, com o objetivo de promover as tradições e culturas de sabedoria milenares do Brasil; o que lhe permitiu conhecer detidamente várias linhagens xamânicas, desenvolvendo com o tempo um método de difundir este conhecimento, com foco no autoconhecimento e com a proposta de promoção de uma ecologia do ser. 

Costuma chamar de uma ecologia porque propõe uma revitalização do ecossistema interior em cada um de nós em seus principais aspectos: corpo, emoção e mente. Por sua vez ela é organizada em um método porque sistematizou em etapas os aspectos antropológicos, os princípios espirituais, filosóficos, terapêuticos e desenvolveu práticas para um conhecimento atualizado desta ciência milenar.Neste sistema, chamado de KUARACY-KORÁ, a “via do coração”, Kaká Werá segue a máxima tupi que diz que o pajé (xamã) antes de mais nada é um “mbaekuaá” , alguém que conheceu a si mesmo. 

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